Inquérito de Preços de Material de Construção - IPMC, Janeiro de 2021 (FIR)

O Instituto Nacional de Estatística (INE) põe à disposição dos seus usuários, a “Folha de Informação Rápida” com os resultados mensais do Inquérito aos Preços de Material de Construção (IPMC) para o mês de Janeiro de 2021. Os resultados apresentados compreendem o período de Janeiro de 2020 a Janeiro de 2021. Os mercados e estabelecimentos de recolha são formais e informais onde são comercializados os materiais destinados à construção de Habitações, Edifícios residenciais e não residenciais, Estradas e outras obras de infra-estruturas.

O preço dos materiais de construção é um importante indicador para o mercado da construção, pois é através da sua variação que se consegue identificar o grau de intensidade das actividades do sector da construção. Este indicador tem como objectivos os seguintes:

 

  1. Medir a evolução dos preços dos materiais de origem nacional e importado que participam na actividade da Construção e que são comercializados no mercado nacional;
  1. Servir como elemento fundamental para a actualização dos orçamentos das obras da construção, utilizando fórmulas polinomiais para cada tipo de obra;
  1. Servir como deflator dos valores nominais ou correntes relacionados com a actividade da Construção;
  1. Construir séries de preços para elaborar índices elementares de materiais da construção e índices agregados dos mesmos.

 

Aproveitamos a oportunidade para expressar os nossos agradecimentos a todas as entidades que, em tempo oportuno, concederam o apoio necessário à realização desta operação estatística, bem como as unidades empresariais que responderam ao questionário contribuindo deste modo para o aumento da produção estatística oficial do país.

Eventuais pedidos de esclarecimentos, comentários ou sugestões, para melhorar a presente publicação, podem ser dirigidos ao Instituto Nacional de Estatística, Departamento de Informação e Difusão.

Inquérito ao Emprego em Angola - IEA, IVº Trimestre 2020 (FIR)

O Instituto Nacional de Estatística, remete por esta via a Folha de Informação Rápida sobre o Inquérito ao Emprego em Angola do IV Trimestre de 2020.

Segundo os critérios da Organização Internacional do Trabalho (OIT), cada pessoa de 15 ou mais anos de idade, apenas deve ser classificada como: i) economicamente activa (empregada ou desempregada); ii) economicamente não activa (inactivos), considerando a sua situação nos 7 dias anteriores a entrevista. Os indicadores sobre o mercado de trabalho mostram algumas evidências marcadas pelo impacto da Pandemia COVID-19. Na actual situação, pessoas nos trimestres anteriores classificadas como desempregadas e pessoas que efectivamente perderam os seus empregos devido à pandemia COVID-19 podem, neste trimestre, ser classificadas como inactivas. A não disponibilidade para começar a trabalhar, por motivos relacionados com a pandemia, pode levar ao acréscimo da população inactiva. No quarto trimestre de 2020, a população desempregada, estimada em 4 747 622 pessoas com 15 ou mais anos, diminuiu em 8,9% (461 023 pessoas) em relação ao trimestre anterior. Comparativamente ao terceiro trimestre de 2019 (período homólogo) aumentou em 120 465 pessoas, representando 2,6%. A taxa de desemprego foi estimada em 30,6%, valor inferior em 3,4 pontos percentuais em relação ao do trimestre anterior (34,0%) e inferior a 1,2 pontos percentuais relativamente ao trimestre homólogo (31,8%). A população empregada com 15 ou mais anos foi estimada em 10 749 488, ou seja, aumentou 6,3% relativamente ao trimestre anterior (mais 636 589 pessoas) e 8,3% em relação ao trimestre homólogo de 2019. A taxa de emprego situou-se em (62,8%) tendo-se verificado um aumento de 5,2% em relação ao trimestre anterior (59,7%) e um aumento de 4,1% relativamente ao trimestre homólogo (60,3%).

Índice de Preços no Consumidor Nacional - IPCN, Janeiro 2021(FIR)

O Instituto Nacional de Estatística (INE) coloca à disposição dos utilizadores a Folha de Informação Rápida do Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN), com a nova estrutura de ponderação.

O Índice de Preços no Consumidor teve o seu início à disponibilização dos primeiros resultados em Janeiro de 1991, cobrindo apenas a província de Luanda e com o mês e ano de referência Dezembro de 1990.

As despesas em bens e serviços que constituiu a base para construir os ponderadores e o cabaz de produtos do IPCN foram extraídas dos resultados do Inquérito sobre Despesas e Receitas (IDR) realizado pelo INE, no período de Fevereiro de 2018 a Março de 2019, cobrindo as áreas urbanas e rurais de todas as províncias, num total de 12.448 agregados familiares.

O período de referência das despesas dos agregados familiares foi, nomeadamente: dia, semana, mês, trimestre e ano. Estas, por sua vez, foram convertidas em mensais e deflacionados com a série do IPCN de 2008/2009. Os produtos com unidade de medidas não convencionais, exemplo, pedaços de carne, feixes de legumes, embalagens de óleos alimentares, sal, açúcar, etc. foram recolhidos com e pesados para calibragem das unidades e conversões em unidades convencionais. Para o trabalho de agregação das despesas, o processo foi realizado em cada estrutura provincial, para conservar as bases individuais de cálculo, e a última etapa fez-se o compilado para o Nacional.

A actual estrutura tem a base de ponderação o mês de Dezembro de 2020 (Dezembro=100). A chave de ligação da série nova com a anterior é o IPC do mês de Dezembro de 2020 na base antiga (Dezembro=2010), servindo de corte para a nova série que iniciou em Janeiro de 2021. Para o recálculo da série, os valores dos índices anteriores de cada mês foram divididos pelo Índice do mês de Dezembro de 2020, sendo este a base. Com isto, todos os valores derivados (taxas de variação) são conservados ao longo de toda série desde 1991 à presente data da actualização dos ponderadores (Dezembro de 2020).

As principais alterações registadas no conjunto de bens e serviços, quando comparado a estrutura actual (IDR-2018/2019) com a anterior (IBEP-2008/2009), residem no facto de se ter observado um acréscimo na Nacional de 370 bens e serviços (passando de 362 para 732). No que refere a estrutura de ponderação, as principais alterações foram verificadas nas seguintes classes[1]: Alimentação e Bebidas não Alcoólicas, que passou de 43,95 para 58,55 em Luanda e 47,11 para 55,67 na Nacional; Habitação, Água, Electricidade e Combustíveis que passou de 12,50 para 6,58 em Luanda e 10,77 para 5,38 na Nacional; Vestuário e Calçado que passou de 6,50 para 2,80 em Luanda e 6,39 para 3,55 na Nacional.

As cedências, quer de aumento ou redução, da importância dentro de cada classe verifica-se, por um lado, no surgimento de novos produtos em consequência de alteração nos hábitos de consumo da população e por outro, também pode ser explicado pelo facto da velocidade do desenvolvimento da ciência aplicada na indústria, o que origina a criatividade e inovação, levando com isso o surgimento ou desaparecimento de vários produtos e serviços.

Importa referir também que entre as classes, umas ganharam importância em detrimento das outras que pode ser explicada pelo número de produtos novos que uma dada classe verificou, ou ainda pelo facto de se ter registado um consumo considerável (despesas) nos produtos e serviços existentes em cada uma das 12 classes, o que influenciou consideravelmente no aumento em algumas classes e redução nas outras.

A organização da FIR mantém-se com uma descrição habitual para o IPC de Luanda, enquanto para as outras dezassete (17) províncias são configurados como variações gerais mensais, por classes de despesa e incidência (contribuições).

O Instituto Nacional de Estatística agradece a todos os membros dos agregados familiares que declararam as suas Despesas e Receitas durante o período do inquérito. Por outro, mostra-se aberto a recepção de contribuições válidas que pode ajudar na melhoria da apresentação.

 A organização das classes de despesas segue a Classificação de Consumo Individual por Objectivo (CCIO) adaptado de Consumo da COICOP.

Índice de Preços Grossistas - IPG, Janeiro 2021(Boletim)

No âmbito do programa de produção e difusão da Informação Estatística Oficial de Angola, o Instituto Nacional de Estatística (INE), põe a disposição dos seus usuários o Boletim do Índice de Preços Grossista (IPG), com a apresentação dos resultados referentes ao mês de Janeiro de 2021. Este indicador conjuntamente com o Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) vai permitir aos usuários ter uma visão mais ampla do processo inflacionário em Angola.

O IPG tem como objectivo calcular a variação dos preços dos bens produzidos no país, assim como dos produtos importados comercializados internamente, nos primeiros níveis da transacção. Os sectores económicos que compõem o IPG são: Agro-pecuário, Pesca e Indústria Transformadora, quer dizer as Secções A, B e D da Classificação das Actividades Económicas de Angola, Revisão 2 (CAE-Rev. 2).

 

Publicações

Inquérito de Preços de Material de Construção - IPMC, Janeiro de 2021 (FIR)
Inquérito ao Emprego em Angola - IEA, IVº Trimestre 2020 (FIR)
Índice de Preços no Consumidor Nacional - IPCN, Janeiro 2021(FIR)
Índice de Preços no Consumidor Nacional - IPCN, Dezembro 2020 (FIR)