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Set

Relatório sobre Género IIMS 2023 - 2024, 2026

PRINCIPAIS RESULTADOS

EDUCAÇÃO E LITERACIA

— 48,7% das mulheres possuem ensino secundário, contra 62,1% dos homens.

— 35,2% das mulheres são analfabetas.

— 73% das mulheres sem escolaridade residem em áreas rurais.

— Média nacional de escolaridade: 3,7 anos.

MERCADO DE TRABALHO

— 48,7% das mulheres estão empregadas vs. 59,1% dos homens.

— Elevada participação feminina no trabalho não remunerado (doméstico e cuida dos).

— Limitações estruturais reduzem a autonomia económica das mulheres.

SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA

— 85,8% das mulheres conhecem métodos contraceptivos, mas apenas 15,6% utilizam métodos modernos.

— Entre os homens, 23,1% reportam uso de preservativo.

— Persistem barreiras de acesso, custos e normas sociais restritivas.

PLANEAMENTO FAMILIAR

— 26,7% das mulheres apresenta necessidade não satisfeita de planeamento familiar, sendo 19,3% com necessidade de adiar a gravidez (espaçamento) e 7,4% de limitar a fecundidade, sem utilizar métodos contraceptivos.

— A necessidade não satisfeita é mais elevada entre mulheres de 40–44 anos (24,2%) e residentes em áreas urbanas (20,9%)

— A necessidade não satisfeita supera a necessidade satisfeita (14,7%), evidenciando um défice importante no acesso e/ ou utilização de métodos contraceptivos modernos entre as mulheres que desejam evitar uma gravidez. 13

SAÚDE MATERNA

— 50% dos partos são assistidos por profissionais qualificados.

— Cerca de 42,1% ocorrem com parteiras tradicionais.

— Forte desigualdade entre áreas urbanas e rurais no acesso aos serviços.

AUTONOMIA E TOMADA DE DECISÃO

— 37,6% participam em decisões sobre a própria saúde.

— 41,4% participam em decisões económicas do agregado.

— 54,8% não participam em decisões básicas.

— Assimetrias conjugais (idade e escolaridade) reforçam desigualdades.

CONDIÇÕES DE VIDA E INCLUSÃO FINANCEIRA

— Acesso a bens essenciais é significativa mente menor nas áreas rurais.

— Apenas 23,4% das mulheres possuem conta bancária.

— Pobreza rural limita o acesso a serviços e oportunidades.

VIOLÊNCIA DE GÉNERO

— 8,0% das mulheres reportaram violência ao longo da vida.

— 30,9% das mulheres em relações íntimas sofreram violência por parceiro.

— 15,3% dos homens justificam a violência em certas circunstâncias.

DETERMINANTES ESTRUTURAIS

— Educação: reduz significativamente a vulnerabilidade e aumenta a autonomia.

— Pobreza: associa-se a menor acesso a serviços e maiores desigualdades.

— Residência rural: limita o acesso à educação, saúde e oportunidades económicas.

— Normas sociais: perpetuam desigualdades e legitimam a violência.

— Baixa autonomia feminina: reduz o acesso a cuidados de saúde e direitos reprodutivos.

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Pode avaliar o Inquérito Nacional de Satisfação dos Utilizadores dos Produtos Estatísticos do INE