PRINCIPAIS RESULTADOS
EDUCAÇÃO E LITERACIA
— 48,7% das mulheres possuem ensino secundário, contra 62,1%
dos homens.
— 35,2% das mulheres são analfabetas.
— 73% das mulheres sem escolaridade residem em áreas rurais.
— Média nacional de escolaridade: 3,7 anos.
MERCADO DE TRABALHO
— 48,7% das mulheres estão empregadas vs. 59,1% dos homens.
— Elevada participação feminina no trabalho não remunerado
(doméstico e cuida dos).
— Limitações estruturais reduzem a autonomia económica das
mulheres.
SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA
— 85,8% das mulheres conhecem métodos contraceptivos, mas
apenas 15,6% utilizam métodos modernos.
— Entre os homens, 23,1% reportam uso de preservativo.
— Persistem barreiras de acesso, custos e normas sociais
restritivas.
PLANEAMENTO FAMILIAR
— 26,7% das mulheres apresenta necessidade não satisfeita de
planeamento familiar, sendo 19,3% com necessidade de adiar a gravidez
(espaçamento) e 7,4% de limitar a fecundidade, sem utilizar métodos contraceptivos.
— A necessidade não satisfeita é mais elevada entre mulheres
de 40–44 anos (24,2%) e residentes em áreas urbanas (20,9%)
— A necessidade não satisfeita supera a necessidade
satisfeita (14,7%), evidenciando um défice importante no acesso e/ ou utilização
de métodos contraceptivos modernos entre as mulheres que desejam evitar uma
gravidez. 13
SAÚDE MATERNA
— 50% dos partos são assistidos por profissionais
qualificados.
— Cerca de 42,1% ocorrem com parteiras tradicionais.
— Forte desigualdade entre áreas urbanas e rurais no acesso
aos serviços.
AUTONOMIA E TOMADA DE DECISÃO
— 37,6% participam em decisões sobre a própria saúde.
— 41,4% participam em decisões económicas do agregado.
— 54,8% não participam em decisões básicas.
— Assimetrias conjugais (idade e escolaridade) reforçam
desigualdades.
CONDIÇÕES DE VIDA E INCLUSÃO FINANCEIRA
— Acesso a bens essenciais é significativa mente menor nas
áreas rurais.
— Apenas 23,4% das mulheres possuem conta bancária.
— Pobreza rural limita o acesso a serviços e oportunidades.
VIOLÊNCIA DE GÉNERO
— 8,0% das mulheres reportaram violência ao longo da vida.
— 30,9% das mulheres em relações íntimas sofreram violência
por parceiro.
— 15,3% dos homens justificam a violência em certas
circunstâncias.
DETERMINANTES ESTRUTURAIS
— Educação: reduz significativamente a vulnerabilidade e
aumenta a autonomia.
— Pobreza: associa-se a menor acesso a serviços e maiores
desigualdades.
— Residência rural: limita o acesso à educação, saúde e
oportunidades económicas.
— Normas sociais: perpetuam desigualdades e legitimam a
violência.
— Baixa autonomia feminina: reduz o acesso a cuidados de
saúde e direitos reprodutivos.
📎 Link para download:
Pode avaliar o Inquérito Nacional de Satisfação dos Utilizadores dos Produtos Estatísticos do INE