A taxa de resposta global da FIES de 2025, que corresponde ao quociente entre o número de entrevistas realizadas e válidas e o total de unidades da amostra foi muito positiva. No período em análise, foram seleccionados 13 080 agregados familiares, dos quais 13 035 foram entrevistados com sucesso, o que corresponde a uma taxa de resposta de 99,7%, evidenciando um elevado nível de cobertura e adesão ao inquérito.
As estimativas da insegurança alimentar permite-nos conhecer a real situação da disponibilidade e acesso de alimentos variados e saudáveis á população.
A análise dos resultados entre 2023 e 2025 apresenta padrões distintos, em virtude da actualização do desenho amostral. A amostra foi ampliada de 10 944 para 13 080 agregados familiares, passando a apresentar maior representatividade nas áreas urbanas, que passou de 55,2% para 62,5% da amostra, em detrimento das áreas rurais, que passou de 44,8% para 37,5%.
De acordo com os resultados a nível nacional, a prevalência da insegurança alimentar moderada ou severa e da insegurança alimentar severa registou uma diminuição de 0,3 e 6,9 pontos percentuais, respectivamente.
Em contrapartida, a insegurança alimentar moderada e a insegurança alimentar leve evidenciaram aumentos de 6,6 e 0,3 pontos percentuais, respectivamente. Esta evolução representa uma possível transição de parte da população anteriormente em situação de insegurança alimentar grave para níveis menos severos, com realce para o moderado, reflectindo uma atenuação das formas mais extremas de privação alimentar, ainda que persistam desafios significativos no acesso regular e adequado a alimentos.
A prevalência de insegurança alimentar severa em 2025 foi ligeiramente superior na área rural face à urbana, com uma diferença de 0,1 pontos percentuais. De igual modo, no que se refere à insegurança alimentar moderada, as áreas rurais continuam a apresentar valores mais elevados. Em contrapartida, na categoria de segurança alimentar ou insegurança alimentar leve, observa-se uma inversão deste padrão, com maior proporção na área urbana (31,6%) comparativamente à área rural (24,8%).
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Pode avaliar o Inquérito Nacional de Satisfação dos Utilizadores dos Produtos Estatísticos do INE