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Mar

Discurso de Homenagem às Funcionárias do INE por ocasião do Dia Internacional da Mulher


“Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele”. Essas palavras do criador, o Deus todo o poderoso, estão na gênesis da existência da mulher.

Mulher é muito mais do que uma adjutora,

Mulher é muito mais do que uma esposa,

Mulher é muito mais do que uma mãe,

Mulher é sinónimo de vida,

Mulher é o reflexo da prudência,

Enfim, a mulher é integridade, resiliência, autoestima e força.

Não é possível imaginar o mundo sem mulheres, e muito menos produzir estatísticas oficiais sem a participação activa das mulheres.

Numa das minhas primeiras intervenções no ano passado, precisamente aqui neste púlpito, eu prometi que iríamos reequilibrar o equilíbrio do género em todos os órgãos de gestão estratégica e intermédia da nossa instituição, não por simpatia, nepotismo ou favorecimento, mas por mérito próprio.

Este caminho começou e continua a ser feito. Senão vejamos:

  • Antes, dos três membros da Direcção-Geral do Instituto Nacional de Estatística, dois eram homens e apenas uma era mulher. Mas hoje duas são mulheres, e um é homem, eu próprio que vos falo aqui;
  • Antes, só havia uma mulher a liderar o Serviço Provincial do Instituto Nacional de Estatística, hoje são três;
  • Tivemos um ligeiro retrocesso no que diz respeito à gestão dos Domínios por parte das mulheres. E alguns destes casos foi por força maior, mas acreditamos que gradualmente será resposta o referido equilíbrio.

Prezadas colegas,

A história do Instituto Nacional de Estatística de Angola está marcada por actos de heroísmo, dedicação e competência de muitas mulheres. Sem querer tirar dignidade a nenhuma delas, gostaria apenas de citar alguns nomes sonantes de mulheres que por aqui passaram e deixaram a sua marca, designadamente, Maria Fereira, Chaney John, Ana Paula Machado, Maria Lourdes da Costa, Madalena dos Santos, Maria de Vasconcelos (carinhosamente mais conhecida por dona Jú) e a Teresa Sangossango.

Apelamos a todas as mulheres, que actualmente estão ainda em activo nesta magna instituição, a se inspirarem dos nomes que acabamos aqui de citar, pois cada uma delas deixou um legado inestimável na nossa instituição.

Prezadas colegas,

Em nome de todos os homens do Instituto Nacional de Estatística, rendemos um tributo muito especial para as nossas guerreiras e guardiãs das estatísticas oficiais da República de Angola.

Conhecemos o vosso sacrifício e zelo pelo trabalho. Sabemos, perfeitamente, o quão difícil tem sido para vocês conciliarem as tarefas de mãe, esposa e em alguns casos de avó, com o profissionalismo muito exigente da nossa Casa de Números. Nenhum de nós, os homens, seria capaz de suportar por um dia a vossa rotina.

Por isso, não temos ouro e nem prata para galardoar-vos neste dia tão especial, mas queremos homenagear-vos demonstrando o nosso carinho, amor, ternura e empatia, virtudes que não têm preço e valem muito mais do que ouro.

Desejamos-vos muita saúde e paz

Que o Senhor vos abençoe ricamente.


Luanda, 09 de Março de 2026.

 

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